07 junho 2007

Tudo tri...color!

O jogo recém acabou. Não foi mole! Mas, apesar da secada do Jens, da perebice do Ramón, da insegurança do Patrício e da inexistência do Douglas, estamos em nossa quarta final de Libertadores! Antes do jogo iniciar, minha esperança era de que fosse como Palmeiras x Grêmio, nas quartas-de-final do Brasileirão de 1996. Uma derrotinha simples, por 1x0 e muito sofrimento. Com o gol de Diego Souza achei que a coisa pudesse ser mais tranqüila. Ao longo do jogo, e dos gols do Santos, temi por uma repetição de América de Cali x Grêmio, semi-final da Libertadores de 1996. Saímos ganhando o jogo, tomamos 3x1 e fomos eliminados. No final, foi mais parecido com aquele Palmeiras 5x 1 Grêmio, na Libertadores de 1995. Enfim, mais uma derrota brilhante do nosso Tricolor da Azenha. Agora, o negócio é nos prepararmos para a primeira partida da final, quando sofreremos como condenados, novamente.

Mas o melhor de tudo foi derrotar o Luxa! Ele fez aquela choradeira, como sempre. Foi eliminado da Libertadores, como sempre. E perdeu a classificação para nós. Como sempre!

Enquanto isso, o outro Tricolor, o das Laranjeiras, faturou a Copa do Brasil. Com gol de Roger, campeão da Libertadores pelo Grêmio em 1995, e sendo treinado pelo Renato, campeão da Libertadores pelo Grêmio em 1983. Bom sinal!

01 junho 2007

Arena Fifa

Há alguns anos, o comercial de televisão nos convidava a ir para o Mundo de Marlboro. Um universo paralelo habitado apenas por cavalos e caubóis fumantes. Outro universo paralelo razoavelmente conhecido é o Mundo Bizarro. Um planeta oposto à Terra, mas ainda assim ruim. Esse era o planeta-natal do Super-Homem Bizarro, provavelmente o supervilão mais tosco e imbecil da história das Histórias em Quadrinhos. Quem via “Super-Amigos” deve lembrar dele.

Bizarro era um mundo que fazia jus ao nome. Agora, bizarro mesmo é o Mundo Fifa! Há uns seis meses, nós gaúchos fomos apresentados a ele quando o Sport Club Internacional sagrou-se campeão do Mundo Fifa. O Mundo Fifa é um universo paralelo dedicado exclusivamente ao rude esporte bretão (como diz o Jens). Os habitantes do Mundo Fifa são dotados de uma megalomania que os separa dos demais apreciadores do futebol. Para eles, os únicos campões mundiais interclubes são o Inter de Gabiru, o São Paulo de Mineiro, o Corinthians, que ganhou um torneio pega-ratão lá pelo ano 2000, e o Palmeiras, que ganhou outro torneio pega-ratão na década de 1950. Talvez alguns coloquem o Grêmio nessa lista. Afinal, o Tricolor da Azenha ganhou uma Copa Renner, que é do mesmo naipe dos torneios ganhos pelo Corinthians e pelo Palmeiras.

Mas até aí tudo bem. Quem quisesse viver no Mundo Fifa que vivesse. Isso em nada afetava minha vida e a do meu Tricolor da Azenha. Até o momento em que o Mundo Fifa resolveu abduzir os dirigentes gremistas. A partir daí, segundo os nossos dirigentes, o sonho da torcida gremista passou a ser a Arena Fifa. A torcida teria passado a sonhar com a tal Arena, ao invés de um Olímpico fervendo ao som da Geral. O tal estádio dos sonhos será uma arena asséptica, com banquinhos estofados e estacionamento para todos os tiozões que se aventurarem até a inóspita Zona Norte de Porto Alegre, futura casa do, por enquanto, Tricolor da Azenha. A Yeda poderá ir à Arena e não apenas sobrevoá-la de helicóptero, como precisa fazer hoje no selvagem estádio Olímpico Monumental. Provavelmente, nesse novo estádio, todos os torcedores ficarão confortavelmente sentados comendo pipoca, acompanhada de copões de refri, como nos estádios de futebol americano. Levantar das poltronas fofinhas, só para ir ao Shopping Mall anexo. Ao final do jogo, os atletas saudarão o público em meio a uma chuva de papel prateado picado, com o logo do patrocinador ao fundo. Assim é o Mundo Fifa.

Talvez seja apenas má-vontade e rabugice da minha parte. Talvez seja só a contrariedade por causa da mudança de local, já que o Olímpico fica a menos de um quilômetro da minha casa. Talvez eu seja uma minoria que não faz parte desse sonho e desse anseio fifamundista. Eu até não discordo de todo. Eu também gostaria de ter um estádio mais confortável e com uma comida melhor do que aquele cachorro-quente suspeito. O problema é que eu ainda não estou convencido de que a torcida do Grêmio realmente sonha em ter um novo estádio nesses moldes, construído dessa forma. Também não estou convencido de que a população, incluindo-se os não-gremistas, sonhe e anseie em ver os governos estadual e municipal gastando o escasso dinheiro público para fornecer a infra-estrutura necessária ao empreendimento sonhado pelos habitantes do Mundo Fifa. E, principalmente, não estou convencido de que a torcida sonha e anseia em pagar para o asqueroso Antônio Britto e para o Paulo Odone comandarem esse empreendimento. Vocês conhecem algum empreendimento bem-sucedido comandado pelo Britto? Só o velório do Tancredo, e olhe lá! Acho mais fácil acreditar que o Britto e o Odone sonhem em receber essa graninha fácil! Mas, enfim, sonhos, sonhos são, como diria o Chico... Eu, particularmente, prefiro sonhar com um time vencedor, mesmo que jogando no campinho do Araribóia.

26 maio 2007

Bagassauro speaks english

Mesmo esquema de sempre: para ver a tira em um tamanho decente, só dando um clic em cima dela.

21 maio 2007

Gol Mil

Essa charge era para ser uma brincadeira misturando as obras superfaturadas, desvendadas pela "Operação Navalha", e o Baixinho, com seu Gol Mil e sua estátua de bronze. Não sei se deu muito certo.



A charge mostra também a má-vontade com que a façanha é tratada. O Romário é uma mala, sem dúvida. Também não há dúvidas de que é patético ver o antes ágil e veloz atacante do Vasco arrastando-se, com seus cabelos grisalhos, ao redor da grande área. E é claro que ele não fez 1000 gols como profissional. Ele mesmo admite. Mas o Pelé é uma mala muito mais pesada e também não fez mil gols. Pelo menos não em jogos oficiais. A propósito, para o Baixinho faltam apenas três gols para superar o Pelé em jogos oficiais. Seria ótimo, não?
Por fim, devo dizer que esse gol marcado pelo já quarentão centroavante me deixa com um sentimento ambíguo. Por um lado, é o fim dessa agonia constrangedora que foi a busca pelo Gol Mil. O que é ótimo! Mas, por outro, é também o fim definitivo da carreira de Romário. O que é uma pena.
Romário foi o genial atacante que arrasou na Olimpíada de 1988 e na Copa de 1994. E foi também o cara que abdicou do posto de melhor do mundo, em 1995, para ser um bagaceiro que jogava bola no Flamengo. Ele trocou o Barcelona e o topo do mundo futebolístico por uma partida de futevôlei na praia. E, a partir daí, nunca mais foi o mesmo. As arrancadas em direção ao gol foram ficando cada vez mais raras, prenunciando uma decadência precoce. Mas, quando parecia que ele estava acabado, eis que surge o “Romário v. 2.0”, o surpreendente “homem–invisível” , senhor da grande-área. A bola vinha cruzada de um lado e lá aparecia Romário, do nada, totalmente livre, desmarcado, no lado oposto, para empurrar a bola para as redes. Como é que ninguém marcava aquele cara? Ele só fazia esses golzinhos que até o Pedro Júnior faria (em tese, é claro). E como fazia esses golzinhos! Foi assim que eu o vi no Olímpico, em 1998, marcando um gol no Grêmio, pela Copa do Brasil. E foi assim que ele se tornou o goleador do Campeonato Brasileiro em 2005, já muito veterano.
Romário está entre os grandes centroavantes que eu vi jogar, junto com Reinaldo, Careca, Van Basten e Ronaldo. Com o fim de sua carreira, resta apenas o Fenômeno na minha lista dos grandes atacantes.

Navalha

16 maio 2007

O dólar furado

Há tempos que eu estava querendo postar essas charges. São de 2002 e revelam como foi desalentador aquele final de governo FHC. Depois das chantagens durante a campanha eleitoral, aquele clima de alarmismo que atingiu o ápice com o medo da Regina Duarte, veio o clima de fim de festa. Ou de velório. Dólar disparando, Risco-Brasil estratosférico, juros altíssimos e a inflação voltando.


Durante a campanha eleitoral, o dólar passou de R$ 4,00. A culpa era do “Risco Lula” ou de alguma bobagem do tipo. Finda a campanha, o dólar continuou alto. Assumindo o Lula, o dólar caiu. Logo, o risco não era o Lula! O risco era o FHC que detonou o pouco que ainda sobrava da nossa economia para tentar ganhar a eleição e, depois de derrotado, sabotar o início de governo do seu sucessor. Durante o Governo Lula, o real foi sendo gradativamente valorizado em relação ao dólar!




Pois ontem, depois de seis anos, a cotação do dólar ficou abaixo de R$ 2,00. Sem falar na queda gradual dos juros, do Risco-Brasil, da inflação... Enfim, o Lula pode não ser perfeito, mas o FHC era dose para Yeda nenhuma botar defeito!

Penando

Vou aproveitar para postar essa antes de Defensor x Grêmio!

15 maio 2007

Eu jamais desconfiaria...


Hoje pela manhã, falando sobre o tempo, Antônio Carlos Macedo informou seus ouvintes da Rádio Gaúcha, com mais ou menos essas palavras:

-Essa umidade que vocês estão sentindo é por causa da umidade, que está muito alta.

10 maio 2007

... da Libertadores também...


A Cláudia Cardoso me pediu esse desenho, às pressas, para que Felipe, filho dela, levasse em um cartaz para o jogo de hoje. Fiz um copy + paste, na corrida, e mandei. Ela agradeceu e insistiu em que fosse um trabalho pago. Respondi que, como pagamento, um Grêmio 2x0 São Paulo estaria ótimo. Pois é, Cláudia, o desenho já está muito bem pago!

Em tempo: o desenho parece meio agressivo, lembrando até um crime ambiental. Mas não é nada disso. Esse Bambi é criado em cativeiro por aquela mala do Muricy. Não está adaptado à vida selvagem das savanas do Olímpico Monumental. Nada mais natural, portanto.

07 maio 2007

Manifesto pela volta da chinelagem

A última vez que o Grêmio havia sido campeão em seu estádio foi em 2001. Foi também um título gaúcho conquistado após um massacre sobre o freguês Juventude. Naquele título, tão logo o jogo acabou, começou a festa, no estilo chinelo-tradicional: volta olímpica, jogadores carregando bandeiras, atirando peças do fardamento para a torcida, correndo a esmo. Enfim, uma festa espontânea, com uma breve e discreta entrega de taça como único elemento formal.
Um ano depois, o mundo ficou encantado com a cerimônia de entrega da taça para a Seleção Brasileira pentacampeã. Cafu ergueu a taça em meio a uma inédita chuva de papéis picados. Mais alguns meses e os Galácticos do Real Madri, comandados por Ronaldo, ganhavam o Campeonato Espanhol. A inovação foi uma camiseta comemorativa vestida por todos os atletas. Bonito. Muito bonito, pensei eu sentadinho no aconchego do meu lar, assistindo tudo pela TV.
Mas ontem, no Estádio Olímpico, não achei tão bonito nem tão inédito assim. Ao final do jogo, tive que aturar uns bons 15 minutos de tédio absoluto. Os jogadores receberam camisetas comemorativas do bicampeonato gaúcho e ficaram concentrados atrás de um palco que era lentamente montado. Depois, o capitão do Juventude subiu ao palco para receber um constrangedor troféu de vice-campeão. Na pasteurizada seqüência, subiram ao palco os jogadores do Grêmio para receber as suas medalhas até que, finalmente, receberam o troféu e puderam fazer a volta olímpica e comemorar com sua torcida. A parte da torcida que teve saco para permanecer na chuva e no frio. Não sem antes aquela já previsível chuva de papel picado prateado. Muito chato e sem espontaneidade. Mas é assim que as coisas são agora. Afinal, somos Campeões Gaúchos Fifa!
Depois vi na TV que em todos os campeonatos regionais aconteceu a mesma coisa. Ou seja, aquela espontânea chinelagem das boas e velhas comemorações, nunca mais!


Dica de filme


O Gabinete do Doutor Caligari é um clássico do “Expressionismo Alemão”. É considerado por muitos como o primeiro filme de terror.
Pois quase 90 anos depois, esteve em cartaz no Palácio Piratini um filme muito semelhante. Trata-se de um verdadeiro clássico do “Impressionismo Pantalhão”, movimento que se caracteriza por impressionar a população gaúcha com sua bizarrice. Outros, mais impressionáveis, têm a impressão de que se trata de um governo. Seja como for, o impressionante clássico impressionista impressiona pelas cenas de violência. Os espectadores mais sensíveis podem ficar chocados com a fritura explícita a que é submetida a personagem principal.
Terror, comédia, ficção, realidade e melodrama se misturam em “O Gabinete da Doutora Callegaro”, um clássico definitivo do cinema pantalhão.



Logomarca 2


02 maio 2007

Dilema


Essa charge não é sobre nada específico, mas ao mesmo tempo é sobre quase tudo o que está aí...


30 abril 2007

Logomarca


Os últimos governos do Rio Grande do Sul sempre têm uma logomarca. O Simon tinha aquele mapa-coração, que virado de cabeça para baixo tornava-se uma simpática bunda. O Collares eu não lembro, mas acho que ele também tinha uma. A logomarca do Britto era parecida com a do Simon, um mapa estilizado com três riscos nas cores da bandeira do estado. A do Olívio era uma bandeira-homenzinhos. Já o Rigotto mostrou a toda a criatividade do PMDB e fez outro mapa do RS. Só que ao invés do coração-bunda do Simon ou dos traços do Britto, o mapa foi transformado em um saboroso ovo-frito. Embora, para alguns, a logomarca lembrasse um coração (como o do Simon).

Pois a Yeda ainda não tem uma logomarca. Aliás, está difícil saber o que ela tem... Mas para resolver pelo menos o problema da logomarca, segue abaixo a minha sugestão. Inspirada em Minas Gerais, como o novo jeito de governar, mas com um forte elemento tradicionalista: a pantalha!




26 abril 2007

A revolução não será televisionada

Mas a charge será requentada!
Essa é de 2002, da época do golpe fracassado que tentou derrubar o Chávez. Tem um monte de informações a respeito no Vi o Mundo, do Luiz Carlos Azenha, mas é meio complicado de se achar. O Google dá uma boa ajuda.
Para quem ainda não sabe, "A revolução não será televisionada" é o título de um documentário sobre o episódio.

20 abril 2007

Inacreditável 2 - O passeio do Olímpico

Dica de filme


Um filme que se passa em Caxias: O Quatrilho!

Creio...

... em Deus Pai todo poderoso, Criador do céu e da terra, blá-blá-blá... e na ressurreição. Principalmente na ressurreição!


Na foto, os mortos que ressuscitaram. Inclua-se aí o improvável Sandro Goiano, que quase fez o gol que o Pelé quase fez. O Lúcio, por outro lado, não ressuscitou ainda. E o Teco enterrou de vez o Schiavi!

Nunca nos matarão!


Grêmio 4 x0 Caxias. Eu estava lá!

09 abril 2007

Canis lupus familiaris

No domingo de Páscoa, a família Kayser foi passear no Parque da Redenção, oficialmente conhecido como Parque Farroupilha, pelo menos até que algum figurão da RBS bata as botas e vire nome de parque. Na chegada, próximo à Av. João Pessoa, o pequeno Lucas saiu correndo atrás de sua bola em um gramado repleto de cocôs de cachorro. Alguns passos atrás, vinha chegando um labrador, conduzido por seu feliz proprietário. Seguimos em frente. Perto do Monumento ao Expedicionário, o aroma de dejetos canino tomava conta do ar, tornando-o muito aprazível. Finalmente, chegamos à pracinha. No meio dos túneis de concreto, por onde Lucas insistia em passar, lá estava ele, coberto de areia e moscas: o pai de todos os cocôs!

08 abril 2007

Coelhinho, que trazes pra mim?


Charge de Páscoa. Rascunho...

...e versão final.
Acho que pelo desenho, essa charge me lembrou de outra que eu fiz em 2002, sobre o cantor Belo e seu tênis AR.

03 abril 2007

Tiras minúsculas do Bagasauro

Pessoal, abaixo estão postadas mais algumas tiras do Bagassauro. Novamente em tamanho ridículo. Até tentei postá-las em um tamanho maior e legível, mas aí o blog fica totalmente desconfigurado. No Mozilla, os links da sidebar ficam por cima das tiras, atrapalhando a leitura. No Explorer, as tiras empurram a sidebar para o final do blog. Assim, optei por postar em tamanho pequeno mesmo. O jeito é clicar em cada uma das tiras para poder lê-las em um tamanho aceitável. É um saco, mas é o jeito.

Bagassauro, o inventor