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10 setembro 2011

11 de setembro de 2001

Em setembro de 2001, eu tinha a convicção de que nenhum acontecimento poderia ser mais insólito e com cara de filme B do que o sequestro de Sílvio Santos, ocorrido no final de agosto. A charge abaixo fala da chatice evangélica da filha do Abravanel.


Entre uma menção a Deus e outra, a filha do Homem do Baú revelou que o sequestrador metido a MacGyver a chamava de princesa. Era a chamada Síndrome de Estocolmo, que fazia outras vítimas naquela época (o desenho tá ruim que dói, o sujeito saltitante era pra ser o FHC. Mas naquela época, qualquer bonequinho com "boca de sovaco" e cabelo grisalho era facilmente identificável).

Mas aquilo não era nada comparado com o que viria menos de duas semanas após. Acordei com a TV mostrando a primeira torre já em chamas e assisti ao vivo o choque do segundo avião. Lembro que recebi uma mesa digitalizadora, comprada pela internet, naquela tarde, enquanto as torres desabavam. A charge abaixo foi feita na noite daquele dia, durante uma reunião da Grafar, na CCMQ. Depois, foi finalizada com a mesa digitalizadora nova e publicada na revista Talebang. Uns três ou quatro anos mais tarde, o Marco Aurélio publicou uma versão cover degenerada no jornaleco da Azenha.



A revista foi publicada no final de 2001, em meio à paranoia que se seguiu aos atentados. Os EUA já haviam invadido o Afeganistão e iniciado sua Guerra ao Terror, que perdura até hoje e se espalha por todo e qualquer lugar do Oriente Médio onde houver petróleo.


10 dezembro 2008

Novas velharias (de novo e de novo...)

Pois é, mais uma vez o blog ficou às traças. E, ao invés de eu tomar vergonha na cara e fazer uma charge nova, resolvi aplicar o golpe da publicação de charges históricas, vulgo velharias.

A primeira que eu achei no meu baú virtual é de 2001. Fala da ajuda humanitária gentilmente oferecida pelos estadunidenses aos afegãos. Foi publicada na revista Talebang.

A segunda é de 2002. Foi feita à época do assassinato de Tim Lopes que, entre outras reações, mais ou menos legitimas, gerou um bizarro debate sobre liberdade de imprensa. Por meio de alguma estranha linha de raciocínio, alguém da Globo conseguiu ver no assassinato, com requintes de crueldade, uma forma de censura. O Elias Maluco foi transformado de sociopata homicida a censor. E essa verdadeira estupidez não foi contestada por ninguém na grande imprensa. Nem chargistas, nem colunistas!

A charge foi feita para o Pasquim 21, mas não foi publicada.



A terceira também é de 2002. É sobre um avião batendo em um prédio - no caso, a Torre da Pirelli, em Milão. Mas o fato, em comparação com o 11 de setembro do ano anterior, não teve o mesmo impacto, literalmente...

07 agosto 2008

Medalha de ouro em cara-de-pau

Depois de muito tempo, fiz uma charge sobre o Bush e sua preocupação tão sincera. A caricatura dele ficou ruinzinha. Bem pior do que costumava ser, como pode ser visto na segunda charge, de 2004. É o que dá ficar só desenhando a Yeda...




19 maio 2008

26 abril 2007

A revolução não será televisionada

Mas a charge será requentada!
Essa é de 2002, da época do golpe fracassado que tentou derrubar o Chávez. Tem um monte de informações a respeito no Vi o Mundo, do Luiz Carlos Azenha, mas é meio complicado de se achar. O Google dá uma boa ajuda.
Para quem ainda não sabe, "A revolução não será televisionada" é o título de um documentário sobre o episódio.

07 março 2007

Bush vem aí, lá lá lá lá...

Pois o Bush está chegando ao Brasil. Sob o protesto de muitos, o que faz com que outros protestem contra os protestos. O Alexandre Garcia (olha o que eu ando ouvindo no meu rádio...), por exemplo, se diz um crítico do Bush, mas não entende como o PT pode apoiar protestos contra o Bush. Tipo, deve ser incoerente o Lula receber o Bush e o PT criticá-lo. O correto talvez fosse o Lula queimar uma bandeira dos Estados Unidos ou o PT chinelear com o Iraque e dizer que o Bush tinha mais era que matar aquela gentalha e pegar o petróleo. Seria coerente, mas acho que nem assim o Alexandre Garcia os elogiaria... Aí, depois, ele começou a imprescindível ladainha contra o Chavez, que vai à Argentina liderar uma manifestação em um estádio de futebol. Isso, na lógica dele, é uma grave ofensa ao povo argentino, sempre orgulhoso de sua autonomia e... eu desliguei o rádio! Lambeção de botas ao Bush, criticas ao Lula, ao PT e ao Chavez, tudo isso em uns 15 segundos. Não deu para agüentar.

Mas, voltando ao Bush, ele é o personagem de algumas das minhas melhores charges. Essa daí foi a primeira charge que publiquei no JC. Por isso o desenho está caprichadinho. E está colorido porque também saiu n’O Pasquim 21. É de fevereiro de 2003. Naquela época o Bush ainda tentava convencer a ONU a apoiar a invasão ao Iraque. Depois ele acabou invadindo sem autorização nem apoio e desmoralizou de vez a ONU. Para ele, o Kofi Annan era café pequeno (finalmente consegui usar esse trocadilho!).


Essa daí é uma das minhas favoritas. Uma homenagem ao intelectual que governa o país mais poderoso do mundo. É de 2002 e também foi publicada n’O Pasquim. Naquela época ele ainda estava ameaçando o ataque ao Iraque. Mais ou menos como faz agora com o Irã...