26 setembro 2007

De volta para o futuro

Nasci em 1970. Trinta anos antes do ano 2000. Para minha geração, o ano 2000 era o símbolo do futuro. Um futuro longínquo e próspero, repleto de novidades tecnológicas. Vivíamos sonhando com as coisas que teríamos no ano 2000: robôs domésticos, carros voadores, teletransporte, transporte em tubos (como nos Jetsons), viagens interplanetárias, videofones, computadores gigantescos com luzinhas piscantes e rolos de fitas... Não sabíamos como, mas tudo isso estaria à nossa disposição, não gradativamente, desde a década de 1990, mas precisamente no ano 2000. Isso se o mundo não acabasse, é claro.

No fim, nossas previsões fracassaram. Nada do que imaginávamos ocorreu, assim como não conseguimos prever os computadores portáteis, a internet, o compact disc, essas coisas. Tudo muito legal, é claro. Mas o nosso ano 2000 mítico seria muito mais legal! Na real, o ano 2000 verdadeiro foi meio frustrante.

Aliás, mais do que frustrante, o ano 2000 foi marcado por alguns vexames. A começar pelo Bug do Milênio!

2 comentários:

Rodrigo Cardia disse...

Lembro quando meu pai falou, por volta de 1987 ou 1988 (eu tinha 5 ou 6 anos) sobre o ano 2000. Para mim, faltava uma eternidade, 12 anos, mais do que toda minha vida!
E já fazem 7 anos, quase 8... E realmente, o ano 2000 foi bem frustrante, já que tanto se falava nele.
Eu adicionaria um vexame aos dois mencionados: o monstrengo da Copa João Havelange.

Maya disse...

Muito bom, Kayser. Ontem coloquei Renato Borghetti e Kleiton & Kledir no poadcast para fazer uma homenagem aos amigos e conhecidos do Reino de Muito, Muito, Muito Longe. Gostei desta charge, vou postá-la no Blog.

Um abraço,

Maya