26 maio 2007

Bagassauro speaks english

Mesmo esquema de sempre: para ver a tira em um tamanho decente, só dando um clic em cima dela.

21 maio 2007

Gol Mil

Essa charge era para ser uma brincadeira misturando as obras superfaturadas, desvendadas pela "Operação Navalha", e o Baixinho, com seu Gol Mil e sua estátua de bronze. Não sei se deu muito certo.



A charge mostra também a má-vontade com que a façanha é tratada. O Romário é uma mala, sem dúvida. Também não há dúvidas de que é patético ver o antes ágil e veloz atacante do Vasco arrastando-se, com seus cabelos grisalhos, ao redor da grande área. E é claro que ele não fez 1000 gols como profissional. Ele mesmo admite. Mas o Pelé é uma mala muito mais pesada e também não fez mil gols. Pelo menos não em jogos oficiais. A propósito, para o Baixinho faltam apenas três gols para superar o Pelé em jogos oficiais. Seria ótimo, não?
Por fim, devo dizer que esse gol marcado pelo já quarentão centroavante me deixa com um sentimento ambíguo. Por um lado, é o fim dessa agonia constrangedora que foi a busca pelo Gol Mil. O que é ótimo! Mas, por outro, é também o fim definitivo da carreira de Romário. O que é uma pena.
Romário foi o genial atacante que arrasou na Olimpíada de 1988 e na Copa de 1994. E foi também o cara que abdicou do posto de melhor do mundo, em 1995, para ser um bagaceiro que jogava bola no Flamengo. Ele trocou o Barcelona e o topo do mundo futebolístico por uma partida de futevôlei na praia. E, a partir daí, nunca mais foi o mesmo. As arrancadas em direção ao gol foram ficando cada vez mais raras, prenunciando uma decadência precoce. Mas, quando parecia que ele estava acabado, eis que surge o “Romário v. 2.0”, o surpreendente “homem–invisível” , senhor da grande-área. A bola vinha cruzada de um lado e lá aparecia Romário, do nada, totalmente livre, desmarcado, no lado oposto, para empurrar a bola para as redes. Como é que ninguém marcava aquele cara? Ele só fazia esses golzinhos que até o Pedro Júnior faria (em tese, é claro). E como fazia esses golzinhos! Foi assim que eu o vi no Olímpico, em 1998, marcando um gol no Grêmio, pela Copa do Brasil. E foi assim que ele se tornou o goleador do Campeonato Brasileiro em 2005, já muito veterano.
Romário está entre os grandes centroavantes que eu vi jogar, junto com Reinaldo, Careca, Van Basten e Ronaldo. Com o fim de sua carreira, resta apenas o Fenômeno na minha lista dos grandes atacantes.

Navalha

16 maio 2007

O dólar furado

Há tempos que eu estava querendo postar essas charges. São de 2002 e revelam como foi desalentador aquele final de governo FHC. Depois das chantagens durante a campanha eleitoral, aquele clima de alarmismo que atingiu o ápice com o medo da Regina Duarte, veio o clima de fim de festa. Ou de velório. Dólar disparando, Risco-Brasil estratosférico, juros altíssimos e a inflação voltando.


Durante a campanha eleitoral, o dólar passou de R$ 4,00. A culpa era do “Risco Lula” ou de alguma bobagem do tipo. Finda a campanha, o dólar continuou alto. Assumindo o Lula, o dólar caiu. Logo, o risco não era o Lula! O risco era o FHC que detonou o pouco que ainda sobrava da nossa economia para tentar ganhar a eleição e, depois de derrotado, sabotar o início de governo do seu sucessor. Durante o Governo Lula, o real foi sendo gradativamente valorizado em relação ao dólar!




Pois ontem, depois de seis anos, a cotação do dólar ficou abaixo de R$ 2,00. Sem falar na queda gradual dos juros, do Risco-Brasil, da inflação... Enfim, o Lula pode não ser o “artigo”, mas o FHC era dose para Yeda nenhuma botar defeito!

Penando

Vou aproveitar para postar essa antes de Defensor x Grêmio!

15 maio 2007

Eu jamais desconfiaria...


Hoje pela manhã, falando sobre o tempo, Antônio Carlos Macedo informou seus ouvintes da Rádio Gaúcha, com mais ou menos essas palavras:

-Essa umidade que vocês estão sentindo é por causa da umidade, que está muito alta.

10 maio 2007

... da Libertadores também...


A Cláudia Cardoso me pediu esse desenho, às pressas, para que Felipe, filho dela, levasse em um cartaz para o jogo de hoje. Fiz um copy + paste, na corrida, e mandei. Ela agradeceu e insistiu em que fosse um trabalho pago. Respondi que, como pagamento, um Grêmio 2x0 São Paulo estaria ótimo. Pois é, Cláudia, o desenho já está muito bem pago!

Em tempo: o desenho parece meio agressivo, lembrando até um crime ambiental. Mas não é nada disso. Esse Bambi é criado em cativeiro por aquela mala do Muricy. Não está adaptado à vida selvagem das savanas do Olímpico Monumental. Nada mais natural, portanto.

07 maio 2007

Manifesto pela volta da chinelagem

A última vez que o Grêmio havia sido campeão em seu estádio foi em 2001. Foi também um título gaúcho conquistado após um massacre sobre o freguês Juventude. Naquele título, tão logo o jogo acabou, começou a festa, no estilo chinelo-tradicional: volta olímpica, jogadores carregando bandeiras, atirando peças do fardamento para a torcida, correndo a esmo. Enfim, uma festa espontânea, com uma breve e discreta entrega de taça como único elemento formal.
Um ano depois, o mundo ficou encantado com a cerimônia de entrega da taça para a Seleção Brasileira pentacampeã. Cafu ergueu a taça em meio a uma inédita chuva de papéis picados. Mais alguns meses e os Galácticos do Real Madri, comandados por Ronaldo, ganhavam o Campeonato Espanhol. A inovação foi uma camiseta comemorativa vestida por todos os atletas. Bonito. Muito bonito, pensei eu sentadinho no aconchego do meu lar, assistindo tudo pela TV.
Mas ontem, no Estádio Olímpico, não achei tão bonito nem tão inédito assim. Ao final do jogo, tive que aturar uns bons 15 minutos de tédio absoluto. Os jogadores receberam camisetas comemorativas do bicampeonato gaúcho e ficaram concentrados atrás de um palco que era lentamente montado. Depois, o capitão do Juventude subiu ao palco para receber um constrangedor troféu de vice-campeão. Na pasteurizada seqüência, subiram ao palco os jogadores do Grêmio para receber as suas medalhas até que, finalmente, receberam o troféu e puderam fazer a volta olímpica e comemorar com sua torcida. A parte da torcida que teve saco para permanecer na chuva e no frio. Não sem antes aquela já previsível chuva de papel picado prateado. Muito chato e sem espontaneidade. Mas é assim que as coisas são agora. Afinal, somos Campeões Gaúchos Fifa!
Depois vi na TV que em todos os campeonatos regionais aconteceu a mesma coisa. Ou seja, aquela espontânea chinelagem das boas e velhas comemorações, nunca mais!


Dica de filme


O Gabinete do Doutor Caligari é um clássico do “Expressionismo Alemão”. É considerado por muitos como o primeiro filme de terror.
Pois quase 90 anos depois, esteve em cartaz no Palácio Piratini um filme muito semelhante. Trata-se de um verdadeiro clássico do “Impressionismo Pantalhão”, movimento que se caracteriza por impressionar a população gaúcha com sua bizarrice. Outros, mais impressionáveis, têm a impressão de que se trata de um governo. Seja como for, o impressionante clássico impressionista impressiona pelas cenas de violência. Os espectadores mais sensíveis podem ficar chocados com a fritura explícita a que é submetida a personagem principal.
Terror, comédia, ficção, realidade e melodrama se misturam em “O Gabinete da Doutora Callegaro”, um clássico definitivo do cinema pantalhão.



Logomarca 2


02 maio 2007

Dilema


Essa charge não é sobre nada específico, mas ao mesmo tempo é sobre quase tudo o que está aí...