15 novembro 2009

Depois da chuva

Na última sexta-feira, fui a uma dermatologista. O consultório ficava em uma outra cidade, localizada próxima ao Parcão, Moinhos de Vento, etc... e tal, como diria o “poeta”. Essa outra cidade, que podemos chamar de Parcãozópolis, diferentemente de Porto Alegre, tem ruas limpas e asfaltadas, sem buracos e sem mato crescendo junto ao meio-fio. Uma cidade agradável, com um prefeito zeloso. Coisa de dar inveja a quem mora em Porto Alegre, mesmo em bairros de classe média, como o Menino Deus.

Pois, para meu azar, quando voltava para Porto Alegre, começou a chover. Forte, é verdade, mas nenhum Dilúvio Universal. Nada que justificasse um alagamento generalizado, portanto.

Mesmo assim, apenas alguns minutos depois do início da chuva, eu tive que atravessar um verdadeiro riacho que se formou na esquina das Avenidas Princesa Isabel e Bento Gonçalves. Ao mesmo tempo, o rádio do meu carro-anfíbio informava que várias outras ruas de Porto Alegre encontravam-se igualmente alagadas. Certamente, Parcãozópolis não foi afetada daquela maneira pela chuva forte.

Para piorar, no sábado de madrugada, um temporal atingiu Porto Alegre. Nem me animei a sair de casa durante o dia, imaginando as ruas alagadas, as sinaleiras desligadas e a total ausência dos agentes de trânsito, que sempre desaparecem nessas ocasiões.

Hoje, dando uma caminhada até a padaria, me deparei com as imagens abaixo que são o retrato fiel de Porto Alegre. Na Avenida Érico Veríssimo, a poucos metros da sede do poder local, encontravam-se bueiros entupidos de lama, alguns ainda com água represada, mais de 24 horas depois da chuva. Na esquina com a Rua Damasco, lama, buracos no asfalto (a marca registrada da administração local) e galhos de árvores espalhados pela calçada e pela rua.





No momento em que escrevo esta postagem, nuvens escuras pairam sobre Porto Alegre, anunciando novos alagamentos. Nestas horas, dá uma inveja danada de Parcãozópolis, com sua competente administração municipal...

5 comentários:

Anônimo disse...

Aqui na minha rua, para sair só de galocha, o carro parece que acabou de vir de um rally, tamanho é o barro na rua. E a prefeitura nada de vir limpar, os funcionários dos condomínios passaram o dia inteiro limpando o que puderam, pq se for esperar pelo zeloso prefeito morreremos enterrados no barro.
Mas a crasse média mesmo assim gosta, fazer o q???

sil

Pedro Felipe disse...

Parcãozópolis só não alaga mais devido ao conduto forçado recém criado, mas não muito longe dali o tráfego de pedestres é à nado.

Mais abaixo, na Mariante mesmo, já se nota esses problemas.

A rua Vasco da Gama (Rio Branco/Bom Fim) também é uma travessia lamentável. Uma foto do cruzamento com a Felipe Camarão, que recebe a água de chuva provinda da Independência, seria memorável.

Então, não precisa ir muito longe para notar o caos urbano...

Leandro Bierhals disse...

O dudo forçado severia ser chamado duto forçado goela abaixo da gentalha pois joga toda a água no populacho da Floresta e Navegantes.

Anônimo disse...

Somado aos alagamentos no bairro Menino Deus ficamos sem energia elétrica desdeas 4 horas de sábado até o meio-dia. No interior do estado a situação é ainda pior quanto ao fornecimento de luz. Milhares de consumidores ficam às escuras durante dias depois dos temporais.

Jens disse...

Imagina o drama do operariado que mora na perfiferia, como é o meu caso (Jardim Vila Nova). É o caos. 2012 é aqui.

Um abraço.