30 novembro 2008

Museu de Grandes Novidades

Há dias que eu estou para postar a respeito de algumas maravilhas da informática, tão extraordinárias quanto efêmeras. Lembrei de alguns aparelhos e periféricos que eu vi apenas uma ou duas vezes. Eram maravilhosos! Prodígios da tecnologia que me deixaram com aquela sensação que teve o gaúcho da piada, que, ao ver a Ponte do Guaíba erguendo-se, exclamou:

- O que é a natureza!

Hoje, aqueles objetos que me maravilharam por alguns instantes são peças de museu. São coisas que mal foram lançadas e já se tornaram obsoletas, superadas por outras tecnologias mais atraentes, antes mesmo que pudessem ter se popularizado. E eu lembrei apenas de tecnologias recentes, com as quais tive contato. Nada como um cartão de papel melhor de ser perfurado ou coisas jurássicas do tipo. São todas tecnologias da era PC, Pentium, Windows... Mesmo porque, até 1995, minha experiência com computadores era limitada e pouco gratificante, como pode ser constatada pelo cartum abaixo. O desenho original era de 1994, foi selecionado no Salão de Piracicaba daquele ano e retratava um contato que eu tive com um XT. A versão abaixo, retocada em um computador amestrado, é de 1999.
Vamos então ao pequeno acervo do Museu de Grandes Novidades da minha memória sobre informática:

Data Show: Pelo menos foi o nome com o qual me apresentaram o aparelho, no início do meu doutorado em Ciência do Solo, lá por 1997 ou 1998. Era algo misterioso. Para ser usado, era preciso reservar na secretaria da faculdade com grande antecedência. Os colegas de curso nunca tinham usado, não sabiam como era. Um dia, tive que apresentar um seminário na cadeira de Manejo do Solo e reservei o aparelho. Uma geringonça de vidro (cristal liquido, na verdade), que era colocada sobre o retroprojetor. Uma espécie de transparência eletrônica, que logo em seguida foi superada pelo projetor multimídia. Quanto à apresentação, deu tudo certo com o “Data Show” ou “painel de projeção”. O problema foi o disquete, que deu crepe e teve que ser consertado com um scan disk instantes antes da apresentação...



Zip Drive: os disquetes eram umas tranqueiras! Além de darem problema toda hora, tinham muito pouco espaço. Arquivos maiores do que 1,44 MB tinham que ser gravados em mais de um disquete, com o auxílio de compactadores de arquivos como o ARJ. A solução revolucionária? Um disquetão, que custava muito caro e que tinha que ter um drive específico para ele, o Zip Drive. Felizmente, logo em seguida surgiram os gravadores de CDs, com maior capacidade e muito mais baratos que os discos Zip, e nos livraram desta tralha!

Trackball: é um mouse de cabeça pra baixo. Coisa bizarra! O trackball também era usado nos laptops mais antigos. E, pasmem, ainda é vendido. Tem gosto pra tudo...

Scanner de mão: uma porcaria! Tinha que passar o scanner sobre a figura em uma velocidade constante, senão a imagem era capturada de forma distorcida. Mas eu lembro uma vez, lá por 1994 ou 1995, em que fui com o Moa a uma agência de publicidade ou coisa que o valha. Tinha um cara escaneando o rótulo de uma lata de cerveja com um scanner de mão. O que é a natureza!, pensei eu...

8 comentários:

cassiano leal disse...

Olá, Kayser

Sobre o trackball, não somente ainda é fabricado e vendido, como não conheço nenhum usuário/proprietário de tal dispositivo que o queira trocar por um mouse convencional.

Os trackballs, além de serem uma invenção anterior ao mouse, normalmente apresentam níveis de ergonomicidade e conforto muito superiores ao seu irmãozinho menor, este sim de cabeça para baixo.

Além disso, o trackball, por ter a bola em sua parte superior, fica parado na mesa, não necessitando de espaço para movimentos, dispensando o uso de mouse pads, e permitindo ao usuário colocá-lo onde ficar mais confortável (p.ex. em seu colo) sem nenhum problema.

Tenho um Trackman Optical (http://www.logitech.com/index.cfm/mice_pointers/trackballs/devices/189&cl=br,pt) de 10 botões, e não o troco por outro.

Grande abraço,
Cassiano Leal

Kayser disse...

Pois é, Cassiano. Vai ver o problema sou eu, que não consigo usar o tal trackball...

:-)

Abraço!

Marcelo Vargas disse...

Rapaz,
Na época da minha primeira monografia dos meus três anos de pesquisador da graduação, acabei comprando um Zip Disc, porque, além de eu não ter computador na época, não havia outro modo de guardar aquela quantidade de dados. Os gravadores de CD ainda eram uma coisa de outro mundo, ninguém nunca tinha visto, mas conhecia alguém que já viu... Resultado: esse disco do inferno, o único lugar onde eu tinha salvo o trabalho, deu pau. E agora eu só tenho o trabalho no formato impresso, e com todas as fotos em preto-e-branco.

el barto disse...

acho que falta o glorioso tk85 nesse teu museu, kkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

scanner de mão era um lixo... affff.

Vinicius Tumelero disse...

E o computador central da PUC, que era usado por todas as turmas em 1983. Os alunos preenchiam os cartões e aguardavam na fila para entregar e na semana seguinte iam buscar a resposta de seu problema, invariavelmente incorreta. Quando penso que vivi isso, me sinto colega do Dr. Smith.

Anônimo disse...

Scanner de mão era coisa de punheteiro.
Don Anonimo

Bluepool disse...

Eu tenho 3 trackballs desse. Dois estão quebrados. Um ainda funciona. MAs é tão difícil de achar que compro todos que encontro. Atualmente uso um trackball ótico da logitech. Evita tendinite e tem mais precisão do que um mouse comum. Jamais trocaria por outro mouse.